segunda-feira, 9 de junho de 2014

AMOR DO PAI

Renato Mendes
02/06/2014


A graça de
Deus
Sempre é
Mais importante
Que o nosso
Pecado.
Ele nos traz
Felicidade real
E não aparente.
Querer o pecado
É apegar-se
A uma felicidade
Momentânea
E que não
Se completa
Em si.
Aquilo que
Não se envolve
Com Deus,
Dele se afasta,
Não vai entender
O seu falar,
O modo Dele
De agir, de pensar,
De amar.
Vende até a
Falsa imagem
De um mundo
Perfeito,
Em que tudo
É permitido,
Tudo vale,
Tudo presta.
Mas quem
A Deus busca
Começa a perceber
Que tudo é
Bem de outra forma
E com uma proposta
Totalmente diferente.
Pois amar
Requer seus sacrifícios,
Mas sempre compensa
Com as inúmeras
Graças que se recebe
Ao longo da vida.
Além de nos
Deixar com a
Consciência leve,
Limpa e terna também.
Amar a Deus
É a nossa graça maior.
Porque é
Amar em retorno.
Amar gratuitamente,
Por inteiro e
Por completo,
A todo tempo,
A todo instante.
Da mesma forma
Que Ele nos
Amou primeiro.
Deus que é
Uno e Trino
Nos faz estar
Em unidade
Consigo.
Em unidade
Com os céus,
Com seus santos
E seus anjos.
Em unidade
Com Maria
Sua e Nossa
Mãe Santíssima.
O pecado
Chega bem
Distante disto.
Bem distante
Mesmo.
Por mais
Que nossa lógica
Imagine ser
Sacrificante,
Na realidade
Sacrifício é
Perder a salvação.
É afastar-nos
De quem
Nos amou primeiro
E desde sempre.
Sacrifício é
Morrer para Deus.
A Vida Eterna
Só Ele nos tem
O poder e a
Generosidade
De nos conceder.
A graça do
Amor do Pai
É o que acalenta
Nosso coração
E nos faz
Ser Santos
Firmes, fortes
E presentes
Na vida
Em que levamos.
O desejo
Pela graça de Deus
Deve ser sempre
O norte principal
De nossas atitudes.
Especialmente se
O que de fato
Desejamos é
Viver em
Santidade,
Em harmonia
Com o boníssimo

Amor do Pai.

sábado, 7 de junho de 2014

MÍSERO PECADOR

Renato Mendes
06/06/2014

Depois de ouvir inúmeras vezes a música Belíssimo Esposo, da Comunidade Shalom.


Embora, Senhor,
O meu pecado
Me afaste de Ti,
Faça reavivar
As dores da
Tua Santa Cruz,
Aqui estou,
Contemplando
O momento
Em que destes
A vida por mim
E por todos nós.
Vejo teu corpo
Já morto cravado
Na cruz,
Feito um bicho,
Ou um monstro,
Dado sacrifício
Que sofreste,
Com sangue
Escorrendo de
Tuas mãos,
De teus pés,
Com as marcas
Das inúmeras
Chibatadas que
Recebestes.
É-me vergonhoso
Olhar para ti,
Porque o
Meu pecado
Permanece diante
De ti.
Ele te fez
Sofrer tanto assim.
Ao mesmo tempo,
Todo o meu ser
Quer, mesmo
Em prantos,
Tocar teu corpo,
Quer beijar tuas
Feridas,
Quer deixar-se
Envolver por
Tão sublime
Mistério de amor.
Morreste por mim,
Meu Senhor?
Morreste por
Este mísero pecador.
Começo a perceber
A infinidade
De Tua Misericórdia.
Mas é só um
Pequeno entendimento.
A minha ciência
Não consegue
Explicar tanto
Amor.
Continuo a te
Olhar e vejo
Os cravos que
Perfuraram tua
Cabeça.
E fico imaginando
A humilhação
Que passastes,
Meu Deus e meu tudo.
Chorando
Sem parar,
Retiro-os um a um
E litros de sangue
Banham minhas
Mãos,
Ao mesmo tempo
Que purificando
Meu pensamento.
Eu choro ardentemente,
Dou-te um abraço
E lhe peço
Sinceramente o perdão
Por tanta dor.
Quão cruel,
Boníssimo Mestre,
Eu fui.
Quão infiel.
O meu coração
Não quer fugir
Da tua graça,
Não quer se afastar
De tua paixão.
Foi ela quem
Me redimiu,
Que pagou todas
As minhas faltas.
Retiro também
Os pregos de
Tuas mãos,
De teus pés.
Quem sou eu,
Senhor,
Para tu
Me amares tanto
Assim?
Vendo as marcas
Das tuas Santas Chagas
É que passo
A verificar
O cúmulo de
Minha miséria.
Santo dos Santos,
Deus Filho
De Deus Pai,
Uno, Trino,
Mestre muito
Amado,
Emanuel,
Redentor meu,
Tem piedade
De mim,
Que sou
Um mísero

Pecador.