FILHAS DE JERUSALÉM
Renato Mendes
14/04/2012
Nestas horas
O Cristo diria
Com certeza
“Filhas de Jerusalém,
Não choreis por mim;
Chorai, antes,
Por vós mesmas
E por vossos filhos!”
(Lc 23, 28)
Chegou o dia
E a lei veio
Para dar o veredito.
Chegou o dia
Mas a lei era
Vazia de sentimento.
A alma agora
Pode ser interrompida
E jogada às traças,
Jogada nos bueiros
De lixo,
Como outros muitos
Da cidade.
Deixar viver?
Para quê?
Se nem pensa,
Se nem cheira,
Se nem sente?
Pensando assim
É que chegaremos
A situação maléfica
De impedir o
Nascimento de alguém,
Como alguns ilustres
Magistrados
De nossa sociedade,
Eivados do rico
Notório e ilibado,
Conhecimento legal.
O resultado:
Um parecer contrário
A ideia da vida,
Seja ela qual for:
Velha ou nova,
Bonita ou feia,
Com ou sem dente,
Com ou
Sem cérebro.
Uma coisa é
Certa:
Se o óvulo foi
Fecundado,
Cristo morreu
Pregado na
Cruz
Pelo embrião
Que dele
Foi gerado,
Para salvar
Sua alma.
E ai daquele
Que se mete
Com o
Sangue de Cristo.
Ai daquele
Que mata
Inocentes.
Como o próprio
Cristo disse:
“E aquele
Que receber
Uma criança
Como esta
Por causa
Do meu Nome,
Recebe a mim”
(Mt 18,5)
Se quisermos
Entrar no céu,
Devemos aceitar
As crianças que
Deus quer no
Mundo.
É vontade de
Deus.
Não é nossa.
Não é o nosso corpo.
Não é nada disso.
Trata-se de
Vida que foi gerada.
Se quisermos
Entrar no céu,
Devemos deixar
Que as crianças
Nasçam,
Que também
Experimentem
Da graça de
Nosso Senhor.
Ir contra isso
É pecado.
E pecado
Muito grave.
Nossa sociedade
Preferiu ir
Contra Deus.
E isso é triste,
É vergonhoso,
É lamentável.
Mais uma vez
O véu se rasgou.
Mas nossa é
A fé na
Ressurreição do
Cristo Jesus.
Nossa é a missão
De anunciar e
Defender a vida.
Afinal o sacrifício do
Cristo já ocorreu.
Já venceu a morte
E o pecado.