sábado, 14 de abril de 2012

FILHAS DE JERUSALÉM

Renato Mendes

14/04/2012


Nestas horas

O Cristo diria

Com certeza

“Filhas de Jerusalém,

Não choreis por mim;

Chorai, antes,

Por vós mesmas

E por vossos filhos!”

(Lc 23, 28)

Chegou o dia

E a lei veio

Para dar o veredito.

Chegou o dia

Mas a lei era

Vazia de sentimento.

A alma agora

Pode ser interrompida

E jogada às traças,

Jogada nos bueiros

De lixo,

Como outros muitos

Da cidade.

Deixar viver?

Para quê?

Se nem pensa,

Se nem cheira,

Se nem sente?

Pensando assim

É que chegaremos

A situação maléfica

De impedir o

Nascimento de alguém,

Como alguns ilustres

Magistrados

De nossa sociedade,

Eivados do rico

Notório e ilibado,

Conhecimento legal.

O resultado:

Um parecer contrário

A ideia da vida,

Seja ela qual for:

Velha ou nova,

Bonita ou feia,

Com ou sem dente,

Com ou

Sem cérebro.

Uma coisa é

Certa:

Se o óvulo foi

Fecundado,

Cristo morreu

Pregado na

Cruz

Pelo embrião

Que dele

Foi gerado,

Para salvar

Sua alma.

E ai daquele

Que se mete

Com o

Sangue de Cristo.

Ai daquele

Que mata

Inocentes.

Como o próprio

Cristo disse:

“E aquele

Que receber

Uma criança

Como esta

Por causa

Do meu Nome,

Recebe a mim”

(Mt 18,5)

Se quisermos

Entrar no céu,

Devemos aceitar

As crianças que

Deus quer no

Mundo.

É vontade de

Deus.

Não é nossa.

Não é o nosso corpo.

Não é nada disso.

Trata-se de

Vida que foi gerada.

Se quisermos

Entrar no céu,

Devemos deixar

Que as crianças

Nasçam,

Que também

Experimentem

Da graça de

Nosso Senhor.

Ir contra isso

É pecado.

E pecado

Muito grave.

Nossa sociedade

Preferiu ir

Contra Deus.

E isso é triste,

É vergonhoso,

É lamentável.

Mais uma vez

O véu se rasgou.

Mas nossa é

A fé na

Ressurreição do

Cristo Jesus.

Nossa é a missão

De anunciar e

Defender a vida.

Afinal o sacrifício do

Cristo já ocorreu.

Já venceu a morte

E o pecado.

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